As duas usinas nucleares de Angra foram erguidas na selvagem Praia de Itaorna (“pedra podre” em tupi-guarani). A área do litoral era uma vila de descendentes de escravos. Sua iluminação, até o início dos anos 70, funcionava à base de lampiões.

Angra I e II foram ali instaladas pela proximidade com Rio de janeiro, São Paulo e Belo Horizonte, cidades de maior consumo de energia no país. Alvo também de protestos que chegaram a fechar a Rio-Santos, a construção das centrais nucleares foi criticada por ecologistas brasileiros e militantes de partidos verdes da Europa. Eles alertam que sempre há perigo de vazamento e apontam dificuldades para evacuar a população da cidade, em caso de acidente nuclear. Outra ameaça seria o destino do lixo atômico. Os argumentos, porém, são contestados por técnicos do setor e pelo governo.

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